O senador Styvenson Valentim denunciou no Plenário a situação crítica vivida pelos consumidores potiguares, que enfrentam um “cerco financeiro” causado pela inflação nacional e pelo aumento de tributos estaduais. Ao analisar o Desenrola 2.0, Valentim ponderou que, embora a iniciativa de limpeza de crédito seja necessária, ela não terá efeito duradouro se o Estado continuar a elevar o custo de vida. O parlamentar referia-se especificamente ao pacote de leis enviado pelo governo do Rio Grande do Norte para aumentar o ICMS para 20%, o que, segundo ele, anula qualquer benefício de renegociação de dívidas para a população local.
A análise do parlamentar focou na necessidade de um diagnóstico honesto sobre por que o brasileiro não consegue fechar o mês no azul. Styvenson rejeitou a ideia de que o endividamento atual seja fruto exclusivo das apostas online, ressaltando que a falta de controle sobre os gastos públicos federais é o que impede a queda da taxa Selic. Ele defende que o governo federal usa a pauta das “bets” como um escudo para não discutir a reforma administrativa e a redução do déficit fiscal. Para o senador, a renegociação de dívidas é um alívio momentâneo, mas a solução estrutural passa pela proteção do poder de compra e pela eficiência governamental.
Com quase 50% dos adultos endividados no Rio Grande do Norte, o senador reiterou que sua missão é fiscalizar o uso do dinheiro público e combater medidas que penalizem o contribuinte. Ele destacou que o estado sofre com uma das maiores taxas de inadimplência da região e que novos impostos sobre patrimônio e consumo só servirão para empurrar mais famílias para o buraco financeiro. Valentim encerrou seu pronunciamento exigindo que o governo “coloque a casa em ordem”, afirmando que só com juros baixos de verdade e uma economia estável o brasileiro poderá deixar de depender de programas emergenciais de renegociação.