CONGRESSO APERTA O CERCO SOBRE O GOVERNO LULA NO ANO ELEITORAL

O Congresso Nacional tem representado o principal obstáculo ao governo Lula no ano eleitoral de 2026. Com uma base parlamentar fragmentada e dependente de constantes negociações com o Centrão, o Executivo enfrenta dificuldades crescentes para pautar suas prioridades legislativas.

O governo desembolsou um recorde de R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares em 2025, com projeção de atingir R$ 40 bilhões em 2026, evidenciando o alto custo político da governabilidade. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem conduzido a Casa com relativa independência do Executivo. O Senado, presidido por Davi Alcolumbre (União-AP), também apresenta resistências a várias propostas do governo.

Temas como a PEC da Segurança, a reforma do IR e a regulamentação do Imposto Seletivo travam na negociação entre Planalto e Congresso. Para analistas, o governo Lula chega ao ano eleitoral com o estoque de capital político reduzido e precisará de grande habilidade de articulação para evitar “pautas-bomba” e CPIs que possam prejudicar sua imagem junto ao eleitorado.

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