O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) utilizou suas redes sociais para intensificar a cobrança pela aprovação do PL 4.146/2020, projeto que institui um piso salarial nacional de R$ 3.036 para os profissionais da limpeza pública e zeladoria. Ao assinar o requerimento de urgência para que a matéria seja levada diretamente ao Plenário do Senado, o parlamentar destacou que a categoria dos garis desempenha um serviço essencial e visível, mas que ainda carece de uma base remuneratória justa e unificada. Para Styvenson, a proposta é um reconhecimento necessário àqueles que mantêm a higiene e a saúde das cidades, muitas vezes sob condições extremas, e que agora dependem de uma decisão política para garantir mais dignidade em seus contracheques.
Durante o pronunciamento, o senador potiguar não poupou críticas aos entraves que mantêm o projeto estagnado nas gavetas do Legislativo e do Executivo. Segundo ele, a principal resistência parte do Governo Federal, que tem dificultado o avanço da pauta devido à necessidade de repasses orçamentários para que estados e municípios consigam suportar os novos custos. Styvenson argumentou que o governo “está colocando o pé em cima” da proposta, exigindo estudos de impacto fiscal que acabam protelando a votação. Ele comparou a mobilização atual às lutas vitoriosas pelos pisos da enfermagem e de psicopedagogos, reforçando que o esforço de seu mandato está voltado para romper essa barreira burocrática e garantir que o recurso chegue à ponta.
Além do valor salarial, o projeto de lei detalha uma série de garantias trabalhistas que visam proteger a integridade física e o futuro desses trabalhadores, incluindo adicional de insalubridade de 40%, aposentadoria especial e benefícios como vale-alimentação e plano de saúde. Para ilustrar seu compromisso com a causa, o parlamentar relembrou um momento emblemático em que, durante uma agenda de trabalho em Parnamirim, saudou garis em serviço com a frase: “Limpa a cidade que eu estou limpando a política”. Para o senador, valorizar quem trabalha de verdade é uma obrigação moral do Congresso, que precisa dar uma resposta definitiva a esses profissionais que, como afirmou Aldair da Silva, funcionário da Urbana em Natal há 18 anos, aguardam uma evolução histórica para a nomenclatura e os direitos da profissão.