RELATÓRIO APONTA 66 CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS NO BRASIL

Um relatório da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) apontou
66 casos de violência não letal contra profissionais e veículos de comunicação no Brasil,
envolvendo ao menos 80 pessoas. Os episódios incluem ameaças, perseguições, agressões
físicas e ataques a instalações de emissoras e redações jornalísticas.

O levantamento
foi divulgado em 7 de abril de 2026 e alertou para o crescente ambiente de hostilidade
contra a imprensa no país. Organizações de defesa da liberdade de imprensa afirmam que
o aumento da violência contra jornalistas está associado ao clima de polarização política.
Lideranças da mídia solicitaram ao governo medidas de proteção mais efetivas para
profissionais de comunicação que atuam em regiões de risco ou cobrem temas sensíveis
como crime organizado e política. O Brasil figura em relatórios internacionais como
um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo na América Latina.

A situação
é considerada ainda mais grave em regiões de fronteira e em estados com forte presença
de facções criminosas. A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e o Sindjori também
divulgaram notas de repúdio aos casos de violência registrados.

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